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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Mágico de Oz - Adaptação


Alguém algum dia já ouviu falar do romance de L.Frank Baum, autor de The Wonderful Wizard of Oz [1900], traduzido, O Mágico de Oz, que teve sua primeira adaptação para o cinema em 1939, até hoje a adaptação é invencível, uma vez que o romance já teve muitas releituras, dentre tantas, impossível esquecer da protagonista Judy Garland, que interpretou Dorothy Gale, a DG.

A Disney já contratou o diretor Sam Raimi, o mesmo de Homem-Aranha, para esta adaptação que tem o título Oz: the Great and Powerful, ficou explícito que o roteiro está enraizado na história, dessa vez, do próprio mágico do mundo de Oz. Pouco se faz menção à Dorothy. Agora, o que eu queria ver mesmo é esse filme sendo dirigido pelo Guilhermo del Toro, de Labirinto do Fauno, ai sim!, pois além de diretor é ótimo roteirista e vez e outra produtor.
A raiz mãe da problemática do filme, ou seja, do plot ou do enredo fica no desdobramento da origem do mágico, de onde ele vem, o que faz, como chegou em Oz.
Para fazer o mágico já foi cogitado e descartado Johnny Depp e Robert Downey, Jr., descartados ou que descartaram a película, não se sabe ao certo. O certo é que ficou o papel para James Franco [127 Horas], eu até gosto da ideia, é um ator versátil.


Já para a escolha das bruxas Glinda, Evanora e Theodora, a briga foi grande, e chegaram ao denominador: Michelle Willians [Ilha do Medo] será Glinda.

Rachel Weiz [ Fonte de Vida] fará Evanora.
  
e Mila Kunis [ Cisne Negro], Theodora.

Gostei de todas, são atrizes maravilhosas e lindas, cogitou-se em uma das bruxas a interpretação de Julia Roberts, mas nada concreto, se fosse o papel para ela não cairia bem. Acertaram na mão.
O que não se fala é em Dorothy, seria uma incógnita?, será que DG não aparecerá mesmo no filme?, nada se sabe até o momento.
As filmagens já começaram e a Disney definiu uma data: 08 de março de 2013, longe, não é?, então vale as especulações!, e tudo pode mudar!

Sandra Puff

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PJ Twenty - Pearl Jam 20 Anos - O Filme


Entre trabalhos, a roupa lavada, a casa, afazeres outros, o almoço na mesa, fui ao cinema ver PJ Twenty, foi no dia 20, coincidência ou acaso, nesse dia a fita comemorava os 20 anos da banda Pearl Jam, já falada aqui em outro post.
Eu e o Giovani adoramos, foi uma época em que vivenciamos o nascimento do grunge, mais conhecido pelo estilo das roupas xadrezes...rs, porém o estilo musical grunge bebeu nas fontes do indie rock, punk, metal e o rock alternativo. Essa mistura toda tornou o cenário do rock diferente do que havia até então, diga-se 1980.
De lá pra cá muitas bandas aparecerem  nesse cenário "sujo", como se diz no jargão da tradução do inglês, além de sujo, fala-se também em "porcaria", tudo bem, até concordo, a estética demonstra um quê sujinho e de porcaria apareceu muitas e como era esperado desapareceu, para alívio de todos, em um toque de mágica. Mas, como toda regra tem sua exceção Pearl Jam está ai para demonstrar isso, tudo bem que a banda nunca se encontrou no very stylish, nem mesmo dentro do estilo grunge, mas quem liga quando tem músicos bons além da conta, um vocalista que sabe fazer letras que demonstram uma catarse a cada música.
Edward Louis Severson III, vocalista conhecido como Eddie Vedder tem uma história de vida bastante atípica que o deixou marcas para sempre. A mãe de Eddie vivia com um advogado que o adotou, este era o "pai" que Eddie supunha. Aos 13 anos a mãe resolve lhe contar a verdade. Foi um choque que sempre aparece em forma de revolta nas letras.
A adolescência era difícil, o momento foi desconcertante, de garoto tímido passou a adulto introspectivo que gostava de surfar e escrever. Em suas letras o garoto "solar" metamorfosea-se em bicho revolto, sedento, a face deixa transparecer um pouco de loucura, uma sombra noir povoa o cenário místico de suas músicas.
É ver para crer na Turnê South America 2011 - Brasil - Dias 03/04/06/09/11 Novembro!
Veja o próprio Eddie Vedder contando coisas importantes em Alive.



Fica  aqui o Trailer do Filme - Pearl Jam Twenty - A música de fundo é Given To Fly[amo], Eddie Vedder é entrevistado por David Lynch - Diretor, Roteirista...


Sandra Puff

terça-feira, 16 de agosto de 2011

John Everett Millais X Lars Von Trier

A literatura é o cerne das artes. Podemos contextualizá-la para nos situarmos melhor ou entendê-la melhor.
Outro dia, vendo o trailler de Melancolia, isso, ainda não assisti ao filme porque em minha Alles Blau não vai passar, fiquei pensando que por alguns segundos meus olhos haviam visto algo que eu já vira em algum lugar. Revirei alguns livros, com cuidado, claro e bingo!, Lá estava o Sir. John Everett Millais, um precoce, começou aos 11 anos na Royal Academy, com ele, nada menos que Dante Gabriel Rossetti, mas vou pular essa parte. Depois de longos anos Millais recebe o título de SIR e convive entre o sucesso de seu trabalho.
O mais importante, além de fazer obras incríveis, é que dentre as novas vanguardas que surgiram no Séc. XX, Millais reavivou, junto com Rossetti e Hunt, o romantismo, fato é suas obras encenarem temas da moda, ou seja, retratos da sociedade e pinturas históricas e personagens literárias. Vamos ver Ofélia, de Hamlet no fatídico ato suicida. [esses atos destemperados e desesperados são características do Movimento Literário do Romantismo] Vejamos Ofélia de Millais:
E agora vamos ver o que eu vi no trailler com a personagem de Kirsten Dunst, a Justine de Lars Von Trier. Tudo faz parecer que ela é romântica tal qual a Ofélia, as imagens falam por si.
Claro que os ângulos não são os mesmos, mas o traje de noivado, Ofélia também era noiva de Hamlet, as flores nas mãos,  flores boiando em um mesmo lago serpenteado por ramagens. Há algo de muito melancólico nas paisagens. E uma noite clara em que a lua impera e reflete-se na água.
Lars buscou sua Justine em Ofélia, de Millais. A diferença? O século. 

 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Melancolia - Lars Von Trier - Melancholia

Melancolia, palavra conhecida por um estado de tristeza e proveniente do grego, melan = negro e colia = bílis, [dividi a palavra tal qual conhecemos ela no português], ou seja a bílis negra. Para Hipócrates, o pai da medicina, a bílis negra seria um dos fatores cruciais para que o indivíduo manifestasse a falta de entusiasmo, ou equilíbrio do funcionamento físico e mental, uma vez que Hipócrates classificou várias doenças, entre elas a melancolia. Ele identificou 4 humores corporais, ou seja, o sangue, a fleugma, a bílis amarela e a bílis negra. No indivíduo supostamente sem  entusiasmo, o baço estaria secretando muito mais bílis negra do que o normal, dai a dizer que o humor estaria mais dark, noir.
Fiz toda essa introdução porque houve um momento na literatura em que ser melancólico, principalmente no período romântico, era estar em um patamar de grande experiência, até mesmo enriquecedora para escrever. Hoje, a melancolia não é considerada doença, mas sim uma característica da depressão maior.
Melancolia, aqui, filme-cabeça do dinamarquês Lars Von Trier do  ótimo Dogville e que não mediu palavras no Festival de Cannes. Trier deu uma de John Galianno sem noção, se bem que Trier não estava, ou não parecia estar bêbado, logo pisou feio no calcanhar de muita gente. Por essas que a Argentina foi um dos primeiros países a vetar o filme Melancolia, mas ai o veto é feio também porque o que o filme tem a ver com Lars?, a gente sabe que tudo, mas não se perde uma obra dessas por palavras malditas.
O filme é estrelado por Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg e Kiefer Sutherland, que não fazia mais nada do que 24 horas, talvez um renascimento para Kiefer em drama, fala-se de Kiefer, mas não se fala do ator  sueco Alexander Skarsgard, um vampiro da série True Blood, que leva Kirsten para o altar em Melancolia, vamos prestar atenção no ator,  o então vampirinho.
Segundo Lars Von Trier, é "um belo filme sobre o fim do mundo". O que esperar quando essa frase é dita pelo próprio cineasta, sentar e esperar nosso entusiasmo se esvair? Que nada!, vamos ser positivos, esquecer esse estado de melancolia e aguardar, segundo Trier, o fim do mundo nas telas aqui no dia 05 de agosto, que tal?


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Hanami - Cerejeiras em Flor


Cerejeiras em Flor, produção alemã e francesa, usa como pano de fundo o Japão e suas belas paisagens e porque não dizer suas belas floradas em épocas de sakura, a semana festiva que celebra a flor da cerejeira. Com um cenário e fotografia belíssimos o roteiro desenrola-se em torno do casal que mora na Alemanha e decide ir para Berlim. Após um fato que mudará a vida de ambos, um deles decide que é hora de mudar os planos, viajar, ir para o Japão, porém, um dos dois não sabe o porquê dessa viagem tão repentina e fora do usual.


Trata-se de um drama que nas mãos certas ganhou leveza, passagens humoradas. É um filme delicado, que vai além dos olhos e coração.